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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Azul, multicoloridos.


Que bicho lindo lá no céu !!!
Ai, me enganei, é um avião.
Coisa cara que leva a sonhos.
O difícil é acreditar.
Sonhos são caros !!!
Passarinhos são livres.
Como eu pude me enganar?
Foi a visão.
O raro é eu voar.
Passarinho voa de graça.
Meu mundo não.
Não posso carregar o que tenho.
As asas não comportam o peso.
A leveza é coisa de homem sonhador.
O aço voa.
O passarinho também.
Como eu pude me enganar?
No brilho falso daquelas asas paradas.
Movidas no quente do homem.
Sonhos para mim são levezas.
O quente dói.
O vento não.
As asas não são assim, eu acho.
Mas me engano com tudo.
É a natureza grátis da exuberncia natural.
O animal goza no vôo.
O homem goza no avião.
Eu tive uma visão.
O resto foram sonhos...

Guerra.

Guerras por amor ...
Existem coisas.
Outras não.
O sentido sem razão azeda conquistas.
O amor não guerreia, ele conqusta amores.
Dias e noites são granas.
Amores são sonhos de amores.

O elefante.

Muita gente duvida do peso.
O importante não pega, ele sabe.
O peso fantástico, do problema.
Só carregam os azarados.
Os fortuitos empreendem sortes.

Tour in Jampa

Mensagens escritas.
amores descritos.
O paraiso está longe,
mas,
temos prédios para lembrar ...
A grana deixou lances.
O amor não,
poetas de lua,
não sangram, concretos cinzas,
sangram brancas paredes.

Excitações urbanas,
turismo importa riquezas,
quem disse que não ...
Não concordo,
importa muito...

Trânsito de prazeres, trocas de favores.

Nas minhas idéias, o tráfico sempre foi para mim uma espécie de combate social. Um tipo de ações terroristas disfarçadas entre classes e famílias.
O incrível é a participação dos combatidos nela, que são os abastados, e seus vícios que lhe envenenam.
Mas talvez daí venha o meu erro, neste pensar.
Meu erro talvez não seja ver direito onde está o alvo desse esquema gigantesco.
Numa segunda tentativa de compreensão, vejo o Estado.
Onde a luta entre os terroristas disfarçados e as classes abastadas são diferenças, e aí está nesta tentativa de explicar, a razão para que as duas classes participem do jogo.
Uma financiando e a outra executando as brincadeiras de entorpecimento nacional, diante do problema, ou problemas, consequentes desta vertente empresarial de lazer, satisfação e luxúria.
O "lazer sensual" é uma coisa muito pessoal, tem haver com desejos humanos. O egoísmo reina nesta estória de prazeres urbanos.
As famílias não devem entrar, para não serem contaminadas ou proibirem os atos dos participantes dos atos, tirando os atores da cena.
A química entra neste momento, em um ato de excitação e esquecimento.
Ambos os lados sabem disso, fazendo vista grossa, dos acontecimentos.
É uma brincadeira custosa e difícil de entender.
Mas como a participação é gigantesca. Com poderosos dos dois lados, não se combate diretamente.
O terror é este.
Custa muito ao Estado combater estas coisas, invisíveis, ou quase, por quereres e desejos às vezes até libidinosos, mas que O (Estado) atingem também.
Saúde, segurança, assistências sociais, tudo pesa aos bolsos estatais. Inclusive para as famílias que tentam ficar de fora.
O terror sabe, e ganha poder com as derrotas do primeiro e dos segundos (os ricos), as famílias que financiam este empreendimento.
A luxúria de poucos financia a luxúria de outros poucos, o reino está estabelecido.
Uns caciques anônimos e outros nem tantos.

Perdem nisso tudo, os que vêem. Sem se colocar.