Hoje pela manhã ao ver um cachorro na rua roendo um osso, pensei na utilidade dos ancestrais na vida das pessoas.
O cão come o ôsso, apesar de alguns ainda gostarem de comer da carne quente, quando lhe dão, institivamente.
O que eu vi no instinto foi que o animal, apesar de estar longe de seu habitat antigo, lembrando das carnes que comia, inconscientemente, roendo os ossos frios, tem o prazer e a sensação de estar provando dela (carne fresca) ainda. Pois o primitivo da sua espécie depois de comer fresca e quente roía o frio dos restos, nos ossos.
Eu pensei, deste modo: meus pais tem ainda um pouco da grana que tinham antes.
Vou ficar com os ossos das carnes que eles comeram. E vou fazer o contrário como ser-humano que sou. Vou transformar os ossos da herança deles num filé gostoso.
Mas como vou dar o primeiro passo?
Vou reestudar o que aprendi, no ensino básico, o bastante, na sequência irei fazer um cursinho com o resto da grana deles, e passar num belo concurso público, de primeira categoria.
Os ossos vão virar fílé todo dia.
Vida de cachorro também é cultura e aprendizado.
Mas o pior aconteceu depois, uma colega minha que já roeu os ossos, depois de me escutar, me contou em segredo, afirmando que tem gente que vende as provas e ninguém prova depois. Isso me deu um dilema, nos meus planos honestos, e agora, compro ou não? O dinheirinho que tenho dá para este filé todo? E os outros? Será que meus concorrentes também sabem dessa fofoquinha?
