Procure

Pesquisa personalizada

domingo, 20 de dezembro de 2009

Transformação secular.




Hoje pela manhã ao ver um cachorro na rua roendo um osso, pensei na utilidade dos ancestrais na vida das pessoas.
O cão come o ôsso, apesar de alguns ainda gostarem de comer da carne quente, quando lhe dão, institivamente.
O que eu vi no instinto foi que o animal, apesar de estar longe de seu habitat antigo, lembrando das carnes que comia, inconscientemente, roendo os ossos frios, tem o prazer e a sensação de estar provando dela (carne fresca) ainda. Pois o primitivo da sua espécie depois de comer fresca e quente roía o frio dos restos, nos ossos.
Eu pensei, deste modo: meus pais tem ainda um pouco da grana que tinham antes.
Vou ficar com os ossos das carnes que eles comeram. E vou fazer o contrário como ser-humano que sou. Vou transformar os ossos da herança deles num filé gostoso.
Mas como vou dar o primeiro passo?
Vou reestudar o que aprendi, no ensino básico, o bastante, na sequência irei fazer um cursinho com o resto da grana deles, e passar num belo concurso público, de primeira categoria.
Os ossos vão virar fílé todo dia.
Vida de cachorro também é cultura e aprendizado.
Mas o pior aconteceu depois, uma colega minha que já roeu os ossos, depois de me escutar, me contou em segredo, afirmando que tem gente que vende as provas e ninguém prova depois. Isso me deu um dilema, nos meus planos honestos, e agora, compro ou não? O dinheirinho que tenho dá para este filé todo? E os outros? Será que meus concorrentes também sabem dessa fofoquinha?