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segunda-feira, 1 de março de 2010

Rotinha, rotina, rosinha, já fui, eu ein?

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Triste estória.

Acompanho todo dia, mas não entendo.

Meu sonho é comprar algo que me valha a pena.

Minha vida de solteira, não me agrada, seria bom outra vida.

A novela acabou, agora vem propaganda da loja.

O produto novo me encanta muito agora.

Uma televisão.

Um amor…

Um.

A

novela todo dia me enche o saco. Ah!!! se eu fosse 1 homem.

Nadica de novela para eu sonhar de noite.

So caminha para dormir.

Com homem.

1 Mulher.

Nós.

Só.

1.

.

Procurando um ganha pão. Não tive retôrnos.

Há dez anos atrás...
Estava pensando em ganhar dinheiro, mas não sabia como.
Só tenho dezessete anos, o que eu vou fazer para continuar com minha vida e meus prazeres nela?
Já sei, vou perguntar ao meu amigo de todas as horas, Alex:
- Alex, o que eu faço para ganhar uma grana? Já não suporto mais depender da minha família para tudo na vida, tenho que tomar providências.
- Olha Alfredo, você precisa responder essa pergunta por si próprio, não adianta eu te aconselhar apenas por ser mais velho e experiente, se você não acreditar nos seus planos, nada vai lhe valer, a sua vida é diferente da minha, minhas experiências são outras, entende?
- Pôxa, que sacanagem, vim te pedir um conselho e você vem com essa, que belo amigo tú é. Você sempre me mostrou o melhor de você em nossa amizade, mas agora falhou comigo ...
Hoje dez anos depois de nosso papo, desde aquele dia que eu  lhe pedi ajuda, sentado aqui nessa cadeira sozinho, resolvi ligar para o meu amigo, achei que ele estava certo.  Resolvi me reconciliar.
Naquela época tinha decidido copiar a vida dele, fazer tudo o que ele fez para vencer.
Hoje vejo que o erro foi meu.
Ele tinha uma vida torta, e eu não sabia o por quê.
Agora sei.
Eu experimentei o pior da vida dele, quis fazer o que ouvia falar do que ele fazia. 
O procurei, o achei, e liguei:
- Oi amigo, desculpa, você realmente quis me alertar, mas estou paralisado em cima de uma cadeira de rodas agora, depois de um tiro, e agora sei o que você fez, me respondendo o que eu perguntei, naquele dia de desespero. Quis provar do teu brilho e agora vejo, o que eu perdi, a tua amizade, perdi um grande amigo, você ...
- Desculpa, mas quem é mesmo que está falando? - disse ele friamente no telefone, do outro lado.
Desliguei e vi, que o buraco, sempre é mais embaixo.
E eu continuava cavando.